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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

O Medo....



O medo desenvolve-se no nosso sistema operativo humano. É uma emoção útil que pode, todavia. degenerar em algo muito negativo.
Já terá reparado que tentar ignorar os seus medos por norma não resulta. Por muito que tente, em tempos de stress ou angústia eles aparecem de novo, caso não sejam compreendidos. 
Para ignorar os seus medos, pode comer, beber, ir às compras, manter-se ocupada, fazer ainda mais coisas, queixar-se, bisbilhotar e por aí fora - tudo com o objectivo de esquecer e ignorar a barreira que se interpõe entre si e a sua coragem. Depois de aceitar que tem a sua gama particular de medos e de reconhecer o custo de permitir que sejam eles a orientar a sua vida, começa a ter algum espaço para respirar e observá-los mais atentamente e com um maior entendimento. Começa a compreender os seus medos em vez de se deixar governar por eles. 

Deve conhecer o provérbio "aquilo a que resiste persiste". Compreender esta máxima é a chave para entender os seus medos. Resistir, julgar e odiar os seus medos apenas lhe permite a estrangulem ainda mais. Quando os ignora, julga ou oculta, está na verdade a ceder-lhes o seu poder. O modo de reclamar este poder não é reprimindo os seus medos, mas sim abrindo o coração ao que está ferido dentro de si. 
Embora o medo reprimido seja o responsável por sofrimentos terríveis, quando o medo é compreendido funciona como o combustível que a vai impulsionar para um mundo de coragem e confiança. Um medo do qual se aproxime é um aliado valoroso que a incita a avançar em áreas da sua vida onde se sente vazia ou emocionalmente desafiada. 

Olhemos para as nossas feridas sagradas, aquelas que estão revestidas de medo. Lá encontraremos a chave para limpar as nossas mentes e reavivar os nosso corações guerreiros. E daremos por nós mais adiante no caminho rumo à confiança e à coragem que transformarão as nossas vidas.

Debbie Ford

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quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Abraçar o medo




Durante muito tempo, contemplamos o medo, como um inimigo, como essa energia que te limita e te impede de realizar o que o teu Ser profundo anseia... A resistência a fluir, o bloqueio, o sofrimento, a angústia, o desespero... Logo é uma batalha, essa luta para nos livrarmos dos seus tentáculos, o enfrentar o monstro... O monstro só é monstro porque o evito, porque não quero vê-lo, e muito menos abraçá-lo... O monstro é monstro porque não o reconheço nem o amo.
Em nós, o medo físico e biológico preserva-nos física e biologicamente, o medo psicológico preserva-nos psicologicamente.
O medo preserva o conhecido, o amor apela ao desconhecido, mas ambos são indiscutivelmente necessários tanto para a evolução da vida individual como da vida cósmica. Assim, o medo não é nenhum monstro, nenhum inimigo terrível que nos amarga a experiência...
O medo é um filho do Amor, o seu trabalho é proteger-te, compensar o teu desenvolvimento naturalmente...

Reprimir um sentimento é reprimir todos; se reprimimos o medo reprimimos o amor, se reprimimos a ira reprimimos a compaixão.
Quando observamos o medo, em lugar de reprimi-lo, podemos simplesmente, abrirmo-nos a ele, senti-lo plenamente, permiti-lo ser...
Então, poderemos descobrir que a experiência básica do medo "não é assim tão monstruosa". Quando simplesmente sentimos o medo, sem prestar atenção à história mental que o acompanha, quando o "respiramos", então descobrimos que "não é para tanto"; descobrimos dor emocional, mas ao fluir no coração observas que esta dor começa a mudar, transforma-se... Isto é o que significa processar o medo pelo coração.

Antonio Consuegra Sebastián

quarta-feira, 12 de março de 2014

Dizer Não




Quanto medo não se instala devido à nossa dificuldade de dizer não!
Não me refiro ao "não" automático e impulsivo que nos sai como forma de resistência, raiva ou teimosia. Falo de outro tipo de negativa que surge da compreensão e da aceitação de quem somos e de quem não somos. Surge de compreendermos e aceitarmos o que é verdadeiro para nós e o que é falso. Este "não" é um sinal de respeito por nós. 
Constitui o reconhecimento de que é correcto sermos quem somos, de que não temos de nos disfarçar, distorcer ou rejeitar. Não temos de ser tudo para toda a gente. 
Muitos de nós não sabem a que deverão dizer que não. Sentimo-nos culpados e envergonhados por não acedermos a tudo. Sentimos que se não formos ao encontro das necessidades de todos os outros, falhámos ou algo está errado em nós. Há quem imagine que deveria ser capaz de estar bem em todo o lado e dar resposta a todos os pedidos. Todavia, esta atitude dispersa as nossas forças e provoca grande confusão. Viver assim faz-nos perder o contacto com o nosso verdadeiro "eu" e impede-nos de desenvolver a coragem para sermos realmente quem somos.
Se não for capaz de de dizer "não" está a rejeitar-se e o seu "sim" não é real. Constitui apenas uma resposta automática, motivada pela obrigação e pelo desejo de ser aceite. Esse não é um verdadeiro "sim", vindo da totalidade do ser. 
Se não é capaz de dizer um "sim" incondicional e inequivoco é porque não está a viver no seu "eu" verdadeiro.
Quando diz "sim" ou "não" de forma incondicional, de alma e coração, não há lugar para o medo.

Brenda Shoshanna




quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Do que não se gosta?




Madre Teresa disse que o amor é o ponto fulcral da nossa existência. Ela escreveu: "Nós fomos criados com este propósito: amar e sermos amados."
Se não está a experimentar o amor na sua vida, é porque tem de algum modo, medo. Precisa de observar os seus medos com honestidade e com amor. 
O seu ego promove firmemente o medo, porque ele receia o amor autêntico. Este eu falso ajuda-o a convencer-se de que você está, de alguma forma incompleto. Esta é a raiz de todo o medo.
Receoso de ter o seu vazio, a sua imperfeição exposta, gasta uma grande dose de energia a criar uma imagem de falsa felicidade. Mas se parar, e fizer uma avaliação realista, pode sentir que a sensação de estar incompleto é um apelo de uma parte renegada de si mesmo.

De que é que não gosta na inteligência universal que flui através de si? Saudar o ser espiritual que você é, ter uma experiência humana e sentir o amor que existe- de que não gosta no meio disto tudo? 
O medo de expor o vazio faz com que continue a procurar relacionamentos que o ego lhe diz que vão satisfazer o desejo que há dentro de si. O que acontece é que entra numa relação faminta de amor, que é o seu eu mais elevado. A sua fome interior está disfarçada, fingindo ser outra coisa. Não admira que tantas pessoas pensam, repetidamente, que encontraram o amor e que declarem, repetidamente, que o perderam. 
É muito diferente quando você consegue reparar no vazio interior e pensar: "De que não gosto? Este desejo faz parte de ser humano e de conhecer o amor." Imagine simplesmente como é que o nosso sistema poderia ser se as pessoas percebessem que já estão completas. 
O que precisaria de adquirir? O que é que teria de possuir? Quem precisaria de impressionar? Quem precisaria de ter a seu lado? As respostas podem dar-lhe uma ideia do quanto nós confiamos no medo de estarmos incompletos e de não sermos aceites, assim como do quanto nós estamos inconscientes da nossa ligação divina. 
O medo que substitui o amor é simplesmente o medo de não sermos aceites. Se você se ama a si mesmo, será capaz de transformar os seus medos com amor, em vez de os deixar conduzir a sua vida.

Se tiver uma sensação interior de estar completo e pleno, conhecendo a presença cheia de amor que aí mora, então o medo torna-se um convite amável para aprender mais ou para mudar alguma coisa na sua vida. O medo já não o vai ameaçar como antes, quando ainda não conhecia o seu eu mais elevado. 

Quando conhece intimamente o seu eu mais elevado, passa a ter uma profunda sensação de amor. O medo, tal como o conhecia, torna-se impossível. Com isto em mente, a resposta à pergunta "Então do que é que não se gosta?" é que não há absolutamente nada que não se goste. Não há nada a recear quando sabe que é divino e completo e que não tem nada para o provar.

Wayne W. Dyer

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Transformar o Medo em 4 questões





1- "Quais são os meus cinco maiores medos?"
Identifique o que o assusta. Esclareça as situações com que está a lidar.
Limite-se aos cinco maiores medos para evitar que o processo seja demasiado sobrecarregado.
Reconheça os seus medos e não tenha vergonha é um acto libertador.
Avalie também a intensidade das suas reacções a cada um dos medos para compreender até que ponto afectam o seu equilíbrio (o que despertar maior reacção classifica-se em primeiro lugar e o que despertar a menor reacção classifica-se em quinto).


2- "Qual a origem destes medos?"
Os medos não surgem do nada.
Passe a sua vida em retrospectiva para detectar os seus estímulos iniciais.
Talvez o facto de em criança ter visto a sua mãe debilitada por uma doença cardíaca tenha motivado o seu medo da doença; ou a traição do seu primeiro amor o tenha impedido de confiar em pleno nas pessoas com quem posteriormente teve relacionamentos amorosos.
Conhecer as origens destes medos permite ter uma nova perspectiva sobres as suas reacções actuais. Analise a informação para ver de que modo um trauma anterior por resolver pode ter uma influência negativa sobre os seus relacionamentos actuais.

3- "Que pessoas ou situações desencadeiam os meus medos?"
Saiba o que desperta os seus medos para que não seja levado a ter sempre as mesmas reacções negativas.
Se tem medo de adoecer, será que este medo se manifesta quando visita um membro da família que está doente? Se receia a solidão, será que este medo é desencadeado pela tagarelice de uma amiga sobre um homem que ela acabou de conhecer?
Identificar estes factores permite-lhe reagir sem ser movido pelo medo.


4- "Em que aspectos posso mudar para ser mais livre?"
Está é a oportunidade para agir de modo diferente.
Enfrente o seu medo: "Obrigada por teres partilhado isto comigo".
Depois contextualize-o a partir de uma perspectiva compassiva:
- admita sem problemas: "Já me magoaram. Já vi coisas que me assustaram."....
  Desabafe com um amigo ou com um terapeuta.
- ganhe coragem para substituir o medo por uma alternativa positiva. Afirme por exemplo: "Apesar    de associar a doença à memória da minha mãe, posso ser carinhoso com um amigo doente." Ou "Quando envelhecer alguém vai cuidar de mim. Não serei abandonado".
Assim, contraria os efeitos do medo com uma verdade positiva e permite-lhe alterar a percepção que tem de si e dos outros.
- descomprima ao definir limites. Seja gentil consigo.
Se receia a doença pode limitar o tempo que se demora a visitar um familiar doente, ou confesse a uma boa amiga o seu medo de estar sozinho para que ela, modere o seu entusiasmo sobre o namorado novo.
Estes gestos podem fazer com que se sinta mais confortável à medida que vai curando os seus medos.



Quando a origem dos nossos medos permanece inconsciente, tornamo-nos marionetas cujos fios são puxados por esta emoção. O resultado disso é o sofrimento físico, emocional e espiritual.
O medo nunca "vencerá" se permanecer consciente e se for capaz de se erguer sempre que cair...


Judith Orloff