Mostrar mensagens com a etiqueta Sofrimento. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Sofrimento. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Dor e sofrimento não são a mesma coisa..





A dor não é sofrimento. É apenas dor.
Se cortar um dedo sente-o pulsar. Fica doente e dói-lhe o corpo. Há circunstâncias naturais e inevitáveis na vida. Não há motivo para as recear, basta que as olhemos pelo que realmente são. Compreenda que dor é apenas dor. Não significa que a sinta para sempre, que seja punido ou que toda a sua vida esteja a desmoronar-se. A dor constitui apenas uma experiência e, se não lhe resistir, desaparecerá naturalmente, deixando espaço para o que se segue. 
As experiências vêm e vão como nuvens no céu. Quando não lhes opomos resistência nem nos agarramos a elas, acabam por desaparecer de forma natural.
Mas é tão tentador transformar dor em sofrimento!
Transformamos dor em sofrimento quando nos fixamos obsessivamente nela, fazendo dela algo terrível: culpamos os outros, falamos dela a toda a gente, usamo-la para obter solidariedade e atenção. Sentimos que estamos a sofrer uma injustiça, que somos vitimas ou mártires. 
O sofrimento oferece certas gratificações a algumas pessoas, fornece-lhes uma identidade, constitui uma forma de interagirem com o mundo. Pode também oferecer-lhes uma justificação para expressarem a sua raiva ou exercerem vingança.
Quando a dor se transforma em sofrimento, pode facilmente tornar-se letal. Uma vida assente no sofrimento alicerça-se no medo. A pessoa tem medo de ser feliz, de ter sucesso, de ser amada. Receia lidar com os problemas. 

REFLICTA: Como é que transforma a sua dor em sofrimento? Que lhe causa agora o maior sofrimento da sua vida? A sua dor traz-lhe algum beneficio? Que retira daí? Que sucederia se a dor desaparecesse?

Brenda Shoshanna

Siga o Blog no Facebook

quarta-feira, 6 de março de 2013

Aceitar a realidade.... aquilo que é






A única altura em que sofremos é quando acreditamos num pensamento que está em desacordo com a realidade,  com aquilo que é. Quando a mente está perfeitamente clara, o que é é aquilo que desejamos.
Se deseja que a realidade seja diferente, pode ensinar um gato a ladrar. Pode fazer o que quiser que, no fim, o gato vai olhar para si e dizer "Miau". É inútil desejar que a realidade seja diferente. Pode passar a vida toda a ensinar um gato a ladrar. 

Se prestar atenção, vai reparar que tem pensamentos destes, várias vezes por dia: "As pessoas deviam ser mais amáveis"; "As crianças deviam ser mais bem comportadas"; "a fila do supermercado devia andar mais depressa"; "o meu marido (ou mulher) devia concordar mais comigo"; "devia ser mais magra (ou bonita ou empreendedora)".
Todos estes pensamentos são formas de desejar que a realidade seja diferente daquilo que é. Se acha que isto é deprimente, tem toda a razão. Todo o stress que sentimos resulta de estarmos em desacordo com aquilo que existe. 

Deve acontecer o que acontece, e não há raciocínio no mundo que o possa alterar. Isto não significa que condene ou aprove a situação. Apenas significa que pode olhar para as coisas sem opor resistência e sem a confusão de um conflito interior. 
Ninguém deseja que os filhos adoeçam, ou ter um acidente de carro. Mas quando estas coisas acontecem, como é possível contrariá-las mentalmente? Embora tenhamos noção disto, continuamos a fazê-lo porque não sabemos como parar. 

Eu gosto daquilo que é, não por ser uma pessoa espiritual, mas porque sofro quando não aceito a realidade. Sabemos que vale por si mesma porque, quando a contrariamos, sentimos tensão e frustração. Não nos sentimos equilibrados ou naturais. Quando deixamos de nos opor, a acção torna-se fluída  simples, afável e destemida.

Byron Katie