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sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Educação das Emoções



                                     
                                      Em Outubro inicia-se mais uma viagem :)


quinta-feira, 25 de julho de 2013

A montanha...





Há montanhas exteriores e montanhas interiores. 
Só a sua presença já nos acena, nos chama para que a subamos. Talvez todo o ensinamento de uma montanha seja que a transportamos inteira dentro de nós, tanto a exterior como a interior. 
Por vezes, procuramos e procuramos a montanha sem a encontrarmos, até que chega a altura em que já estamos suficientemente motivados e preparados para encontrar um caminho, primeiro na base, depois até ao cimo.

A subida da montanha é uma metáfora poderosa para a procura da vida, para a jornada espiritual, o caminho do crescimento, transformação e compreensão. 
As dificuldades árduas que encontramos ao longo do caminho personificam os próprios desafios de que precisamos para nos alongarmos e expandirmos as nossas fronteiras. No fim, é a própria vida que é a montanha, o professor, servindo-nos oportunidades perfeitas para fazermos o trabalho interior de crescimento e força e sabedoria. E temos que fazer muita aprendizagem e crescimento assim que escolhemos encetar a jornada. Os riscos são consideráveis, os sacrifícios temerosos, o resultado sempre incerto. É a escalada em si que é a aventura, e não simplesmente sentar-se no topo. 

Primeiro aprendemos como é na base. Só mais tarde é que encontramos as rampas, e talvez finalmente, o cimo. Mas não se pode permanecer no topo de uma montanha. A jornada não está completa sem a descida, o voltar sobre os seus próprios passos e ver o conjunto uma vez mais de longe. Mas por se ter estado no cimo, contudo, ganhou uma nova perspectiva, e poderá mudar o seu modo de ver para sempre. 

Jon Kabat-Zinn


quinta-feira, 30 de maio de 2013

"Deixar o ninho..." e Voar






"Deixar o ninho", em termos psicológicos é uma das tarefas mais difíceis da vida. 
A dependência introduz-se na vida de muitas e variadas formas e derrotá-la por completo torna-se mais difícil devido ao grande número de pessoas que beneficiam da dependência psicológica de outra. 
A independência psicológica significa liberdade total de todas as relações obrigatórias e a ausência de comportamentos orientados para os outros. Significa não termos de fazer algo que, se o relacionamento não existisse, não escolheríamos fazer. 
A história de "deixar o ninho" torna-se particularmente difícil porque a sociedade nos ensina a satisfazer determinadas expectativas em relacionamentos especiais, como aqueles que temos com os pais, com os filhos, com figuras de autoridade e com entes queridos. 

"Deixar o ninho" quer dizer que você se torna você mesmo, vivendo como prefere e escolhendo os comportamentos que deseja ter. 
Não significa que corte relações com quem quer que seja. Se gosta da sua maneira de interagir com alguém e isso não interfere nos objectivos que quer atingir, então essa relação é algo que deve preservar, em lugar de a mudar. 
Por outro lado, a dependência psicológica significa que você tem relacionamentos em que não lhe é permitido escolher, uma relação em que é obrigado a ser algo que não quer ser e em que se ressente da forma como é forçado a comportar-se. 

Se deseja ter algum tipo de relacionamento, isso não é doentio. Contudo, se precisa dele ou é obrigado a mantê-lo, ressentindo-se disso, então está numa área autodestrutiva. 
É a obrigação que constitui um problema e não o relacionamento em si. A obrigação desenvolve sentimentos de culpa e dependência, ao passo que a escolha nutre amor e independência.
Não existe escolha num relacionamento de dependência psicológica e, como resultado, haverá sempre indignação e sentimentos doentios numa aliança deste género.

Ser-se psicologicamente independente implica não necessitarmos dos outros. Repare que não disse querer os outros, mas necessitar. A partir do momento em que necessita dos outros torna-se vulnerável, um escravo. 

A chave de uma vivência e de uma educação funcionais é a independência. Da mesma forma, o segredo de um casamento funcional é uma fusão mínima e autonomia e autoconfiança máximas. 
E embora, possa recear verdadeiramente libertar-se das relações de dependência, se interroga-se aqueles de quem depende emocionalmente, constataria, com surpresa, que eles admiram mais os que agem e pensam pela sua cabeça.
Temos uma ironia: você ganha a maior consideração possível por ser independente, particularmente da parte daqueles que mais se esforçam por mantê-lo subordinado. 
O ninho paterno é um lugar maravilhoso para uma criança se desenvolver, mas deixá-lo é ainda mais bonito e pode ser visto dessa maneira tanto pela pessoa que parte, como por aquela que a observa a levantar voo. 

Wayne W. Dyer