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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Workshop " A Magia dos Relacionamentos"


Estarei no dia 14 de Março em Torres Vedras a Facilitar este Workshop. onde poderás descobrir:

- Os 5 Principios para melhorar todos os tipos de relações
- Como as experiências da infância influencias as relações na vida adulta
- A chave para a felicidade nos relacionamentos
- Afirmações poderosas para os relacionamentos

Informações e inscrições: conscienciatranspessoal@gmail.com

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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

A Sombra nos relacionamentos






A polaridade da nossa consciência faz com que não estejamos conscientes da nossa totalidade, mas que nos identifiquemos sempre apenas com uma parte do Ser. A essa parte chamamos EU. O que nos falta é a sombra que por definição, não conhecemos.

O caminho do ser humano é o caminho rumo a uma consciência mais elevada. Ele é continuamente obrigado a tornar conscientes partes até então inconscientes da sua sombra e integrá-las na sua auto-imagem. Este processo de aprendizagem não terá fim enquanto não tivermos uma consciência perfeita, enquanto não formos "perfeitos".

A nossa missão é tornarmo-nos conscientes da nossa sombra. No entanto, só o podemos fazer através do recurso da projecção. Precisamos encontrar o que nos falta através do mundo exterior, embora isso esteja de facto dentro de nós, o tempo todo.
Podemos imaginar que a sombra se compõe de camadas. Existem camadas profundas que nos causam terror e das quais temos muito medo, e há camadas que ficam perto da superfície e esperam ser tornadas conscientes.
Se eu encontrar alguém que vive naquele âmbito que, em mim mesmo, permanece na camada superior da sombra, apaixono-me por essa pessoa. Contudo, as palavras outra pessoa não se referem unicamente aquela pessoa real que vive no exterior, mas também aquela pessoa interior representada pelo aspecto inconsciente da minha própria sombra, já que ambas são, em última análise, a mesma. 
Aquilo que amamos ou adiamos nas outras pessoas está, afinal dentro de nós mesmos. Assim sendo, falamos em amor, quando alguém reflecte um aspecto da sombra que gostaríamos de tornar consciente; e falamos de ódio quando alguém reflecte uma camada muito profunda da nossa sombra com a qual ainda não nos queremos defrontar. 
Achamos o sexo oposto atraente porque ele nos falta. Muitas vezes temos medo do sexo oposto, pelo facto de ele nos ser desconhecido. O encontro com um parceiro é o encontro com o aspecto desconhecido da nossa própria alma. Quando estiver bem claro esse dinamismo por meio do qual se reflectem no outro alguns âmbitos da própria sombra veremos sob nova luz os problemas conjugais. Todas as dificuldades que temos com o nosso companheiro são dificuldades que temos connosco mesmos. 

in "A Doença como Caminho"

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quinta-feira, 30 de maio de 2013

"Deixar o ninho..." e Voar






"Deixar o ninho", em termos psicológicos é uma das tarefas mais difíceis da vida. 
A dependência introduz-se na vida de muitas e variadas formas e derrotá-la por completo torna-se mais difícil devido ao grande número de pessoas que beneficiam da dependência psicológica de outra. 
A independência psicológica significa liberdade total de todas as relações obrigatórias e a ausência de comportamentos orientados para os outros. Significa não termos de fazer algo que, se o relacionamento não existisse, não escolheríamos fazer. 
A história de "deixar o ninho" torna-se particularmente difícil porque a sociedade nos ensina a satisfazer determinadas expectativas em relacionamentos especiais, como aqueles que temos com os pais, com os filhos, com figuras de autoridade e com entes queridos. 

"Deixar o ninho" quer dizer que você se torna você mesmo, vivendo como prefere e escolhendo os comportamentos que deseja ter. 
Não significa que corte relações com quem quer que seja. Se gosta da sua maneira de interagir com alguém e isso não interfere nos objectivos que quer atingir, então essa relação é algo que deve preservar, em lugar de a mudar. 
Por outro lado, a dependência psicológica significa que você tem relacionamentos em que não lhe é permitido escolher, uma relação em que é obrigado a ser algo que não quer ser e em que se ressente da forma como é forçado a comportar-se. 

Se deseja ter algum tipo de relacionamento, isso não é doentio. Contudo, se precisa dele ou é obrigado a mantê-lo, ressentindo-se disso, então está numa área autodestrutiva. 
É a obrigação que constitui um problema e não o relacionamento em si. A obrigação desenvolve sentimentos de culpa e dependência, ao passo que a escolha nutre amor e independência.
Não existe escolha num relacionamento de dependência psicológica e, como resultado, haverá sempre indignação e sentimentos doentios numa aliança deste género.

Ser-se psicologicamente independente implica não necessitarmos dos outros. Repare que não disse querer os outros, mas necessitar. A partir do momento em que necessita dos outros torna-se vulnerável, um escravo. 

A chave de uma vivência e de uma educação funcionais é a independência. Da mesma forma, o segredo de um casamento funcional é uma fusão mínima e autonomia e autoconfiança máximas. 
E embora, possa recear verdadeiramente libertar-se das relações de dependência, se interroga-se aqueles de quem depende emocionalmente, constataria, com surpresa, que eles admiram mais os que agem e pensam pela sua cabeça.
Temos uma ironia: você ganha a maior consideração possível por ser independente, particularmente da parte daqueles que mais se esforçam por mantê-lo subordinado. 
O ninho paterno é um lugar maravilhoso para uma criança se desenvolver, mas deixá-lo é ainda mais bonito e pode ser visto dessa maneira tanto pela pessoa que parte, como por aquela que a observa a levantar voo. 

Wayne W. Dyer


domingo, 2 de setembro de 2012

RELAÇÕES CONSCIENTES





"Se me queres já sabes como deves comportar-te... Se me quisesses não me tinhas feito isto... Fizeste-me tanto mal... Fazes-me tão feliz quando fazes assim as coisas... Espero tanto de ti..." 
Por acaso alguém pretende responsabilizar o outro dos seus próprios sentimentos? Ninguém é responsável pelos sentimentos de outra pessoa. Cada um é responsável, dos seus próprios sentimentos. E se alguém experiencia frustração ou desengano na relação com o outro é porque lhe entregou um tal poder, que a relação mais se parece com dependência e imaturidade emocional do que um espaço de qualidade e convivência sã. 
Se para alcançarmos a felicidade, necessitamos viver com alguém em que o "acorrentamos" a uma determinada conduta, estamos a transferir o controlo da nossa própria paz em mãos alheias. Cada um tem o direito e dever de gerir a sua própria felicidade. 
Nos "assuntos do coração" não é recomendável pedir migalhas... Não peças um beijo ou que te queira. Dá tu esse beijo e oferece calorosamente um abraço com alma. Convém reorientar a nossa necessidade de colmatar as carências, começando por oferecer tudo aquilo que desejas para ti. 
Quando uma pessoa, nos seus primeiros anos de vida, foi "querida" e protegida debaixo de um "padrão de manipulação" e dependência, o mais provável é que projecte a mesma película que viveu anteriormente. A manipulação geralmente, funciona de forma inconsciente e por vezes é difícil dar-se conta deste padrão. 
Superá-lo e relacionar-se desde a liberdade e da independência, requer a observação da origem da própria manipulação e da forma de querer as coisas. Observa o que há por trás das próprias palavras e o que pretendes realmente quando falas. Pergunta-te porque a relação de amor se converteu num estado de controlo e possível "perda".
Amar em plenitude é reconhecer e respeitar, o que se passa no mais profundo da tua mente e da alheia. Atenção às "expectativas" em relação ao ser amado.Evitemos rodeá-lo de "moldes ideais", porque mais cedo ou mais tarde sentiremos que "algo nos defrauda". 

José Maria Doria


Há um segredo para viver feliz com a pessoa amada: não pretender modificá-la
                                                                                       Simone de Beauvoir