quinta-feira, 25 de julho de 2013

A montanha...





Há montanhas exteriores e montanhas interiores. 
Só a sua presença já nos acena, nos chama para que a subamos. Talvez todo o ensinamento de uma montanha seja que a transportamos inteira dentro de nós, tanto a exterior como a interior. 
Por vezes, procuramos e procuramos a montanha sem a encontrarmos, até que chega a altura em que já estamos suficientemente motivados e preparados para encontrar um caminho, primeiro na base, depois até ao cimo.

A subida da montanha é uma metáfora poderosa para a procura da vida, para a jornada espiritual, o caminho do crescimento, transformação e compreensão. 
As dificuldades árduas que encontramos ao longo do caminho personificam os próprios desafios de que precisamos para nos alongarmos e expandirmos as nossas fronteiras. No fim, é a própria vida que é a montanha, o professor, servindo-nos oportunidades perfeitas para fazermos o trabalho interior de crescimento e força e sabedoria. E temos que fazer muita aprendizagem e crescimento assim que escolhemos encetar a jornada. Os riscos são consideráveis, os sacrifícios temerosos, o resultado sempre incerto. É a escalada em si que é a aventura, e não simplesmente sentar-se no topo. 

Primeiro aprendemos como é na base. Só mais tarde é que encontramos as rampas, e talvez finalmente, o cimo. Mas não se pode permanecer no topo de uma montanha. A jornada não está completa sem a descida, o voltar sobre os seus próprios passos e ver o conjunto uma vez mais de longe. Mas por se ter estado no cimo, contudo, ganhou uma nova perspectiva, e poderá mudar o seu modo de ver para sempre. 

Jon Kabat-Zinn


segunda-feira, 22 de julho de 2013

Pensamento da semana...

" Uma relação amorosa nunca nos pode tornar inteiros. Pelo contrário, permite-nos experimentar melhor a nossa própria integridade".

                                                                                   Judith Orloff

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Pensamento da semana...

"Quanto mais nos centrarmos no exterior, maior será o espaço vazio, faminto e desorientado que teremos necessidade de preencher no interior".

                                                                           Shakti Gawain

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Sou a minha própria autoridade









Cada pessoa é uma autoridade mundial sobre si mesma, ou poderia ser se começasse a lidar com a coisas de forma consciente. Grande parte da informação que cada um de nós precisa de aprender sobre si mesmo ou sobre a sua saúde- informação que desesperadamente precisamos para podermos crescer, curar-nos e fazer verdadeiras escolhas na vida- já está na ponta dos nossos dedos, ou antes, mesmo por baixo do nosso nariz.

Aquilo que é preciso para participar mais intensamente na nossa própria saúde e bem-estar é simplesmente ouvir com mais atenção e confiar naquilo que ouvimos, confiar nas mensagens da nossa própria vida, do nosso próprio corpo, mente e sentimentos.
Desenvolver esta atitude significa autorizar a vida própria e, assim, assumir de alguma maneira a autoridade sobre si mesmo. Isto requer acreditar em si próprio. Mas, lá no intimo, infelizmente, muitos de nós não acreditamos.

As perguntas conscientes, podem curar a baixa auto-estima, pela simples razão de que esta é na verdade um cálculo errado, uma má percepção da realidade.
Os nossos problemas de auto-estima derivam em grande parte do nosso pensamento, ajudado pelas experiências do passado. Só vemos as nossas insuficiências e fazêmo-las inchar despropositadamente. Ao mesmo tempo, tomamos as nossas boas qualidades como garantidas, ou não as reconhecemos de todo.
Talvez fiquemos agarrados às feridas de infância muitas vezes profundas e ainda a sangrar, e esquecemo-nos ou nunca descobrimos que também temos qualidades douradas.
As feridas são importantes, mas também a nossa bondade interior, os nossos cuidados, o nosso carinho em relação aos outros, a sabedoria do corpo, a nossa capacidade de pensar, de saber o que é o quê. E nós sabemos realmente o que é o quê, muito mais do que nos permitimos.
No entanto, em vez de ver de forma equilibrada, persistimos frequentemente no hábito de projectar nos outros que eles estão certos e nós não. 
Torço o nariz quando as pessoas se projectam assim para cima de mim. Tento devolver-lhes tudo de forma tão sensata quanto consigo, na esperança de que percebam o que estão a fazer e perceber que a sua energia positiva para mim é realmente deles. O ser positivo pertence-lhes. É a sua energia, e precisam de a conservar, de a usar e de apreciar a sua origem. Porque é que hão-de dar o seu poder? Eu já tenho problemas que cheguem. 


 Jon Kabat-Zinn




segunda-feira, 8 de julho de 2013

Pensamento da semana...

"Sê paciente com tudo mas sobretudo contigo mesmo"
                              

                                São Francisco de Sales

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Pensamento da semana...

"Não se esqueça de que ninguém pode fazê-lo sentir-se inferior sem o seu consentimento"
                                                                                   Eleanor Roosevelt

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Transformar o Medo em 4 questões





1- "Quais são os meus cinco maiores medos?"
Identifique o que o assusta. Esclareça as situações com que está a lidar.
Limite-se aos cinco maiores medos para evitar que o processo seja demasiado sobrecarregado.
Reconheça os seus medos e não tenha vergonha é um acto libertador.
Avalie também a intensidade das suas reacções a cada um dos medos para compreender até que ponto afectam o seu equilíbrio (o que despertar maior reacção classifica-se em primeiro lugar e o que despertar a menor reacção classifica-se em quinto).


2- "Qual a origem destes medos?"
Os medos não surgem do nada.
Passe a sua vida em retrospectiva para detectar os seus estímulos iniciais.
Talvez o facto de em criança ter visto a sua mãe debilitada por uma doença cardíaca tenha motivado o seu medo da doença; ou a traição do seu primeiro amor o tenha impedido de confiar em pleno nas pessoas com quem posteriormente teve relacionamentos amorosos.
Conhecer as origens destes medos permite ter uma nova perspectiva sobres as suas reacções actuais. Analise a informação para ver de que modo um trauma anterior por resolver pode ter uma influência negativa sobre os seus relacionamentos actuais.

3- "Que pessoas ou situações desencadeiam os meus medos?"
Saiba o que desperta os seus medos para que não seja levado a ter sempre as mesmas reacções negativas.
Se tem medo de adoecer, será que este medo se manifesta quando visita um membro da família que está doente? Se receia a solidão, será que este medo é desencadeado pela tagarelice de uma amiga sobre um homem que ela acabou de conhecer?
Identificar estes factores permite-lhe reagir sem ser movido pelo medo.


4- "Em que aspectos posso mudar para ser mais livre?"
Está é a oportunidade para agir de modo diferente.
Enfrente o seu medo: "Obrigada por teres partilhado isto comigo".
Depois contextualize-o a partir de uma perspectiva compassiva:
- admita sem problemas: "Já me magoaram. Já vi coisas que me assustaram."....
  Desabafe com um amigo ou com um terapeuta.
- ganhe coragem para substituir o medo por uma alternativa positiva. Afirme por exemplo: "Apesar    de associar a doença à memória da minha mãe, posso ser carinhoso com um amigo doente." Ou "Quando envelhecer alguém vai cuidar de mim. Não serei abandonado".
Assim, contraria os efeitos do medo com uma verdade positiva e permite-lhe alterar a percepção que tem de si e dos outros.
- descomprima ao definir limites. Seja gentil consigo.
Se receia a doença pode limitar o tempo que se demora a visitar um familiar doente, ou confesse a uma boa amiga o seu medo de estar sozinho para que ela, modere o seu entusiasmo sobre o namorado novo.
Estes gestos podem fazer com que se sinta mais confortável à medida que vai curando os seus medos.



Quando a origem dos nossos medos permanece inconsciente, tornamo-nos marionetas cujos fios são puxados por esta emoção. O resultado disso é o sofrimento físico, emocional e espiritual.
O medo nunca "vencerá" se permanecer consciente e se for capaz de se erguer sempre que cair...


Judith Orloff