segunda-feira, 21 de Abril de 2014

Pensamento da semana...

"A natureza tem horror ao vácuo. Quando começamos a remover das nossas vidas o que não queremos, abrimos caminho para aquilo que desejamos."

                                                                Catherine Ponder


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segunda-feira, 14 de Abril de 2014

Pensamento da semana...

"Este momento - o agora - é a única coisa da qual não podemos fugir, o único factor constante da nossa vida. Aconteça o que acontecer, por mais que a nossa vida mude, uma coisa é certa: é sempre agora. Como não há fuga possível do agora porque não dar-lhe as boas vindas e tornarmo-nos seus amigos?"

                                                                           Eckhart Tolle


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quarta-feira, 9 de Abril de 2014

Dor e sofrimento não são a mesma coisa..





A dor não é sofrimento. É apenas dor.
Se cortar um dedo sente-o pulsar. Fica doente e dói-lhe o corpo. Há circunstâncias naturais e inevitáveis na vida. Não há motivo para as recear, basta que as olhemos pelo que realmente são. Compreenda que dor é apenas dor. Não significa que a sinta para sempre, que seja punido ou que toda a sua vida esteja a desmoronar-se. A dor constitui apenas uma experiência e, se não lhe resistir, desaparecerá naturalmente, deixando espaço para o que se segue. 
As experiências vêm e vão como nuvens no céu. Quando não lhes opomos resistência nem nos agarramos a elas, acabam por desaparecer de forma natural.
Mas é tão tentador transformar dor em sofrimento!
Transformamos dor em sofrimento quando nos fixamos obsessivamente nela, fazendo dela algo terrível: culpamos os outros, falamos dela a toda a gente, usamo-la para obter solidariedade e atenção. Sentimos que estamos a sofrer uma injustiça, que somos vitimas ou mártires. 
O sofrimento oferece certas gratificações a algumas pessoas, fornece-lhes uma identidade, constitui uma forma de interagirem com o mundo. Pode também oferecer-lhes uma justificação para expressarem a sua raiva ou exercerem vingança.
Quando a dor se transforma em sofrimento, pode facilmente tornar-se letal. Uma vida assente no sofrimento alicerça-se no medo. A pessoa tem medo de ser feliz, de ter sucesso, de ser amada. Receia lidar com os problemas. 

REFLICTA: Como é que transforma a sua dor em sofrimento? Que lhe causa agora o maior sofrimento da sua vida? A sua dor traz-lhe algum beneficio? Que retira daí? Que sucederia se a dor desaparecesse?

Brenda Shoshanna

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segunda-feira, 7 de Abril de 2014

Pensamento da semana...

"Limitem-se a reparar na ordem natural das coisas. Colaborem com ela e não contra ela, pois tentar mudar o que existe só resulta em resistência." 

                                                                                 Lao Tzu


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quarta-feira, 2 de Abril de 2014

O Caminho da Transcendência



O propósito, creio eu, de todo o processo terapêutico, é ir abordando o caminho até ao Eu superior, quer dizer, até à parte de nós mesmos que deseja transcender enquanto tenta compreender qual é a sua função a favor do próximo. 
Habitualmente partimos de um lugar simples: de um problema pessoal ou de um sofrimento mundano, totalmente legitimo, com o objectivo de contacto com o Eu Autêntico, esse que se encontra escondido por trás do nosso personagem. Todos usamos máscaras na vida quotidiana, é a imagem positiva mas falsa, de cada um de nós. Por baixo, reside a sombra.
Contactar o Eu Autêntico, não nos garante um estado de bem-aventurança,mas simplesmente a possibilidade de viver a nossa vida com dores e alegrias sem ter que ocultar.
Desde crianças, que aprendemos a viver uma fachada para não enraivecer ou zangar os nossos pais ou para responder ao que os outros esperam de nós. Por isso, agora será necessário modificar os condicionamentos que carregamos desde então.
Quem acompanha os processos de encontro com a própria sombra, sabe que frequentemente nos encontramos a "dar permissão" a outro adulto para que se permita o direito de viver a vida como quiser, sem continuar a responder aos desejos inconscientes da mãe e do pai.
É possível que haja partes de si mesmo que não foram reprimidas mas que simplesmente ninguém estimulou. Existem pessoas que precisam de permissão para se auto-afirmarem, outras para reconhecer os seus aspectos mais vulneráveis. Em todo o caso, fazer-lhes ver que o que seja que encontrem no seu interior, é válido e merecem vivê-lo, pode ser o primeiro passo para se conectar novamente com as partes de si mesmo que rejeitaram.
Inclusivamente, no processo de contacto com o Eu Autêntico, não temos garantido o contacto com o Eu Superior. Observar a nossa sombra não trás implícito a transcendência nem a fusão com a Totalidade. Ainda há muito caminho a percorrer. Quando sentimos que somos feitos da mesma essência do Universo e que formamos parte de algo mais vasto que nós mesmos, o Eu Superior impulsiona a usar a nossa energia no interesse de algo maior. É aí quando nos vemos inclinados pelo serviço. Tudo isto parece muito bonito mas requer muito trabalho e dedicação.

Também é preciso reconhecer quando a espiritualidade funciona como um refúgio infantil, em lugar de ser consequência de se ter entrado em contacto- previamente- com o Eu Autêntico. Muitas pessoas, em nome da espiritualidade, reprimem o que acreditam que há de negativo em si mesmos. Mas nestes casos, não será possível transcender nem dominar nada.
Há uma linha ténue, entre transcender e reprimir. É ridículo acreditar que dominamos algo cuja existência negamos. Antes temos que ter aceite a dor, a raiva, a frustração ou o que seja, porque são partes de nós mesmos. Temos que conviver com a nossa sombra, com o desamparo, com a dor por aquilo que não obtivemos ou pela esperança que a mamã nos queira tal como teríamos necessitado.
No meu ponto de vista, é indispensável que transitemos os aspectos obscuros da nossa identidade, na mão duma pessoa experimentada, generosa, sábia e contemplativa.
Uma vez abordada a nossa história pessoal e a nossa trama familiar,o espaço que ocupamos, os beneficios do nosso personagem e os jogos vinculares; então sim, em profunda compreensão da nossa realidade emocional, quem sabe, estaremos em condições de transcender, colocando-nos ao serviço da humanidade.

Laura Gutman*


*Tradução livre e adaptada daqui

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segunda-feira, 31 de Março de 2014

Pensamento da semana...

"Acreditamos que tudo o que há a encontrar se encontra na luz (onde é mais fácil procurar), quando na verdade, as nossas respostas se encontram apenas em nós!"

                                                              Leo Buscaglia


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quarta-feira, 26 de Março de 2014

Dialogar com as vozes internas...




Todos  nós queremos agarrar-nos a estranhas imagens de nós e abandonar outras.
De nós coabitam muitas vozes. Para entrar em contacto com o nosso conhecimento intuitivo, temos de tomar consciência e ouvi-las. Contudo, estas vozes interiores têm por vezes necessidades contraditórias e, quando assim é, enviam mensagens diferentes, que nos podem deixar confusos. 
Por exemplo, decide seguir a via da acção. A meio do dia, uma voz interior diz-lhe que dê uma volta de 180 graus. Inicia um novo projecto e, de repente, oura voz assedia-o com dúvidas e medos. Imaginemos outro cenário: apaixonou-se e está feliz até que uma voz começa a chamar a sua atenção única e exclusivamente para os aspectos negativos do seu companheiro/a. Qual destas vozes é a verdadeira? Em qual deverá confiar?
Formulamos com frequência estas questões porque, de uma forma geral, não temos consciência das diversas vozes que nos habitam e nos enviam mensagens contraditórias. Corremos de um lado para o outro, reagindo a impulsos ocasionais. Na verdade, os impulsos não são casuais e sim respostas directas às diferentes vozes interiores.
É importante aprendemos a ouvi-las, embora muitas destas vozes nos possam assustar. Dado que são por vezes, ameaçadoras, tendemos a ignorá-las. Embora as ouvimos na mesma, mas a um nível inconsciente. Estas vozes, subtilmente, vão afectar o nosso comportamento e aquilo que sentimos. Bloqueá-las é perigoso, porque perdemos a lucidez e o poder de fazer escolhas positivas. 
Quando permitimos que estas vozes falem, quando as ouvimos, aceitamos e agradecemos, estas partes de nós antes ocultas ganham expressão e sentem-se igualmente aceites. 
Quando paramos e e ouvimos com respeito o que se passa dentro de nós, dando a cada uma das vozes interiores a possibilidade de ser ouvida, tornamo-nos mais vivos, libertamos a nossa energia e reclamamos a totalidade do que somos. 

Brenda Shoshanna


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